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quinta-feira, 3 de setembro de 2009

048. Tempos mais fáceis...

De tempos mais fáceis, quando um simples desenho proporcionava a felicidade.

Tempos que não voltam e que deixam a saudade eterna.

Tempos em que as preocupações atuais nem sequer eram concebidas pela mente que com 6 retas fazia um castelo.


quinta-feira, 20 de agosto de 2009

042. Nublado

Não há Sol que escalda ou campos de cor de esmeralda, mas sinto uma paz que não sei de onde vem e por isso lembro de Olavo Bilac neste meio-dia:

Meio-dia

Meio-dia. Sol a pino.
Corre de manso o regato.
Na igreja repica o sino;
Cheiram as ervas do mato.

Na árvore canta a cigarra;
Há recreio nas escolas:
Tira-se numa algazarra,
A merenda das sacolas.

O lavrador pousa a enxada
No chão, descansa um momento,
E enxuga a fronte suada,
Contemplando o firmamento.

Nas casas ferve a panela
Sobre o fogão, nas cozinhas;
A mulher chega à janela,
Atira milho às galinhas.

Meio-dia! O sol escalda,
E brilha, em toda a pureza,
Nos campos cor de esmeralda,
E no céu cor de turquesa...

E a voz do sino, ecoando
Longe, de atalho em atalho,
Vai pelos campos, cantando
A Vida, a Luz, o Trabalho!



Fonte: Rua da Poesia.

Então é aqui?

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