segunda-feira, 10 de agosto de 2009

33. Castellini

A série de revistas que promoveram um "quebra-pau" entre os universos DC e Marvel foi um fiasco.


A série foi lançada em 1996 com roteiro de Ron Marz e Peter David e desenhos de Dan Jurgens e Claudio Castellini.


Os personagens escolhidos para as lutas até que foram legais, mas nem todos e as lutas foram péssimas. (O Hulk nunca perderia para o Super-Homem).


Enfim, a série serviu para apresentar um talentoso artista que poucos conheciam na época, o incrível Claudio Castellini.


Neste site é possível ver vários desenhos do artista e saber um pouco mais de sua vida.


Recomendo as galerias...principalmente os desenhos do Batman!


Na dúvida se vale o click? Então veja a pequena amostra:




domingo, 9 de agosto de 2009

32. Do julgamento

Recebi o comentário abaixo no blog:

“Irmão vamos deixar Deus julgar kda um, cabe a nós somente amar e servir a Deus. E colher o fruto de nossas atitudes, sejam elas boas ou ruins.
sabendo todos nós que a sabedoria lá do alto é Pacífica, não polémica.
Que Deus te abençoe!”

Agradeço o comentário.

Após a leitura, escrevi o pequeno texto a seguir.

Eu não “julgo”...só o fazia quando era o “cristão” que fui ensinado a ser. Hoje, cada vez mais livre das catequizações impelidas por anos, parei com os “julgamentos”.

Creio que será de valia para o leitor do blog, ou pelo menos para mim, se, em poucas linhas, esclarecer que julgo sem julgar. Compliquei? Não. Está mais simples.

Eu julgo. Todos os seres humanos julgam e é impossível viver sem julgar. Jesus, ou pelo menos aquele que os autores dos textos bíblicos apresentaram como Jesus, julgou. Duvida? Então o que dizer dos textos de Mateus 6.2, 6.5, 6.16, 7.5, 15.7, 16.3, 23.13, 23.14, 23.23, 23.25 e para não ficarmos apenas em Mateus, que tal Marcos 7.6 e Lucas 6.42?

A palavra “julgar” pode ter vários significados. Os significados mais utilizados são: “decidir (como juiz, árbitro, etc.)” e “sentenciar”. O significado menos utilizado é: “Proceder ao exame da causa de”.

Como razoável cristão que sempre fui sempre tive de me decidir acerca de tudo. Julgar as situações e pessoas é uma ação que parece muito necessária no Cristianismo. Escrevi “no” e não “ao”, ok?

Como não tenho mais uma venda a impedir que meus olhos vejam e muito menos um cabresto a guiar minha cabeça, então parei de decidir e sentenciar, mas examino as causas de muito do que vejo e ouço.

Se um jogador de futebol é ungido como presbítero, eu examino. Se um religioso é acusado de entrar num país estrangeiro com dinheiro escondido numa Bíblia, eu examino. Se alguém diz que Deus falou com ele e me pede R$900,00 para receber uma unção “nunca vista antes”, eu examino.

E, se ao examinar a causa de alguma expressão eu julgo, então continuarei julgando e sugiro que o leitor (se é que há mais algum) também julgue e se gostar de julgar, não me agradeça, não fiz nada.

No meu caso, começar a julgar foi ótimo. Deixar o “julgamento” apenas para Deus gera um problema: muitas pessoas sabem o que Deus quer (ou pelo menos acreditam que sabem ou afirmam que sabem). Se ligarmos a TV será possível observar vários pastores, missionários, bispos, profetas e toda sorte de “enviados divinos” afirmando que sabem exatamente qual é a vontade divina. Então, o que fazemos nós se não analisamos as situações? Esperamos que algum “mensageiro divino” diga qual é o julgamento correto? Esperamos que estes mesmos “portadores da verdade” nos digam o que é certo e errado? Devemos engolir tudo que eles dizem sem julgar antes? Não. Não mais.

Não me cabe apenas “amar e servir” como se não tivesse intelecto ou vontade. Não me cabe esperar que outra pessoa diga o que são “ações boas ou ruins”. Será que não posso julgar aquilo que é certo ou errado? Será que apenas como um boi manso deve carregar o peso que colocam nos lombos devemos nós fazer o mesmo? Minhas costas doem. E não mais deixarei que coloquem peso para carregar.

Com relação à sabedoria que vem do alto ser pacífica e não polêmica...depende daquilo que consideramos como “polêmica”. Se aquele Jesus que está nos Evangelhos realmente esteve entre os humanos, então ele era muito polêmico. Duvida? Então o que dizer de todas as passagens que estão no começo da postagem? Jesus discutiu com os fariseus e com os saduceus (Mateus 3.7) e debateu de tal modo que gerou tanta polêmica que, aos berros, pediram “Crucifica-o, crucifica-o!” (Lucas 23.21).

Os discípulos de Jesus eram tão polêmicos quanto ele. Duvida? Então duvidas demais e isto é ótimo, pelo menos eu penso que sim! Tão polêmicos eram que quando chegaram a Tessalônica ouviram: “Estes que têm alvoroçado o mundo, chegaram também aqui;” (Atos 17.6).

Enfim, a questão é que não julgo pessoas. Julgo ações. Com relação às pessoas apenas entristeço-me.

31. Medo = Lucro

Não sei o que o leitor (se é que há algum) pensará a respeito do vídeo abaixo, mas eu pensei em algum episódio do Arquivo X e no filme Missão Imposível II, principalmente na sinopse que li neste site: http://www.webcine.com.br/filmessi/missaoi2.htm

"A nova missão do agente Ethan Hunt (Cruise), nascido em série de TV, é impedir um lunático de infestar a humanidade com um vírus letal. Sean Ambrose (Dougray Scott, de Para Sempre Cinderela) tem interesse na contaminação porque é o único a possuir o antídoto, pelo qual pretende cobrar milhões de dólares.".


Lucrar com o medo...

Fonte: Peroratio

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

30. Do pensamento livre.

Conversando com uma amiga, falávamos a respeito do corpo humano e das possíveis origens do encobrimento da sexualidade.

A pergunta principal era: “quando o corpo nu passou a ser motivo de vergonha?” Antes que o leitor (se é que há algum) pense que minha amiga e eu somos naturistas, aviso que não somos e que o interesse era puramente teológico.

O corpo nu é o mais natural possível. Chegamos nus ao mundo e a mãe precisa se desnudar, perante outra pessoa muitas vezes, para que nasçamos. Por que então escondemos nossos corpos?

Acredito e, futuras pesquisas revelarão se estou certo ou errado, que a nudez passou a ser encarada como mal. Adão e Eva estavam nus e quando seus olhos foram abertos temeram por estarem nus. (Gênesis 03.06-10). Mas, meu querido Adão, porque temer? Acaso tu se esqueceste de quem te fez? Se Deus quisesse que tu estivesses vestido com folhas de figueira (v.7) não as teria dado logo de início?

O autor ou autores desta passagem esquecem esta pequena contradição e, sem perder tempo, colocam (apenas imaginam, pois não têm poder para tanto) as mãos de Deus para trabalharem a favor de suas composturas. Logo, o ser que cria um mundo costura roupas para o primeiro casal (v.21).

Não consigo acreditar que são as mãos de Deus que costuram as roupas. São as mãos do autor do texto que costuram, mas não uma roupa e sim a história, de tal modo que ao coser cada pedaço da narrativa, tenta convencer-nos a costurar as nossas roupas, afinal, se Deus fez então devemos fazer e se fez para que usássemos então precisamos usar!

Não consigo acreditar também que este capítulo de Gênesis trate apenas de nudez e muito menos que ela começa ou termina com Adão e Eva, personagens que gosto embora não da maneira dos conservadores e muito menos do modo dos fundamentalistas, mas o texto serve ao propósito aqui.

Enquanto Adão, coitado, teme e muitos o seguem temendo e recriminando o corpo nu, uns poucos enxergam a nudez de forma diferente e, se não com naturalidade, então com uma mente aberta o suficiente para emitir uma opinião que faz todo o sentido.

Com prazer, destaco este trecho do maravilhoso texto do padre Claude D' Abbeville:

"Pensam muitos ser coisa detestável ver este povo nu, e ser perigoso o viver entre índias, mulheres e raparigas totalmente nuas, como elas andam, por não se poder prevenir que o homem se despenhe no precipício do pecado.

É certo ser tal costume mui disforme, desonesto e brutal, porém o perigo é menor aparentemente, e sem comparação muito menos à vista dos atrativos voluptuosos das mulheres públicas de França.

Na verdade são as índias modestas e recolhidas em sua nudez, pois nelas não se notam movimentos, gestos, palavras, ação ou coisa alguma ofensiva à vista de quem as observa. Cuidam muito na honestidade do matrimônio e não são capazes de dar algum escândalo público.

Junte-se a isto a disformidade ordinária, que não tem encantos, a própria nudez que não é tão perigosa e nem tão cheia de atrativos, como os desenfreados requebros e as novas invenções das mulheres francesas, que causam mais pecados mortais e prejudicam mais a alma, do que essas mulheres e raparigas índias com sua nudez brutal e aborrecida.".

Percebem como o padre consegue reverter a culpabilidade do pecado? Temos um padre que diz que a nudez não é o problema e isto em 1612!!

Sei que aqueles que lerem o texto completo perceberão que o religioso escreve algumas coisas contra os índios, mas neste trecho ele foi fenomenal, demonstrando um pensamento livre bem diferente de sua época.

É claro que se pode argumentar em contrário e dizer que ele apenas combatia a vulgaridade de algumas mulheres francesas, mas o que está escrito é evidente: a nudez não é o problema principal e nem sequer oferece riscos como os costumes das cortes civilizadas.

Eu gostei!

Para ler um trecho maior: Jangada Brasil.

29. Tristeza e solidão

Fernando Pessoa, ainda não citado aqui, traz a beleza a este espaço:

Quando estou só reconheço

"Quando estou só reconheço
Se por momentos me esqueço
Que existo entre outros que são
Como eu sós, salvo que estão
Alheados desde o começo.

E se sinto quanto estou
Verdadeiramente só,
Sinto-me livre mas triste.
Vou livre para onde vou,
Mas onde vou nada existe.

Creio contudo que a vida
Devidamente entendida
É toda assim, toda assim.
Por isso passo por mim
Como por cousa esquecida."

Fonte: Rua da Poesia

terça-feira, 4 de agosto de 2009

28. Religião se discute?

Jogar RPG on-line tem vários benefícios. Além de estimular a imaginação e de ser um passatempo muito saudável (apesar do que os pseudo-entendidos dizem) o jogo permite que se converse com inúmeras pessoas tão afastadas de ti que, provavelmente, se dependesse das circunstâncias cotidianas da vida seria impossível conhecê-las.

Ontem estava conversando com um grupo de jogadores do TRIBALWARS. Papo animado, muitas risadas, clima legal e, num estalo, surgiu o tema da religião. A maioria dos jogadores pediu que mudássemos de assunto, pois “política e religião não se discutem”. E foi aí que uma surpresa agradável surgiu.

Um dos jovens, um rapaz de 22 anos, queria continuar a conversa sobre religião, então fomos, ele e eu, para outra janela (facilidades da vida virtual) e continuamos a conversa.

Ele apresentou algumas passagens com as quais não concordava, a saber, I Timóteo 02,11-15:

11 A mulher aprenda em silêncio, com toda a sujeição.
12 Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio.
13 Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva.
14 E Adão não foi enganado, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão.
15 Salvar-se-á, porém, dando à luz filhos, se permanecer com modéstia na fé, no amor e na santificação.

Ele não conseguia entender como um Deus que enxergava todos os homens como iguais poderia considerar as mulheres como seres menores. Expôs, também, que nunca lhe tinham explicado estas passagens e que sempre lhe apresentavam passagens “bonitinhas”, mas que ao pegar a Bíblia em suas mãos, via contradições que nunca eram assunto das aulas de catequese, que freqüentou por 10 anos.

Antes que o leitor (se é que há algum) protestante sorria, a catequese Católica não é inferior à EBD evangélica. Também não é superior. As duas são iguais, pois ensinam a mesma coisa: doutrina.

O fato é que o jovem declarou um profundo respeito e admiração por sua mãe e, portanto qualquer passagem que indique uma inferioridade da mulher lhe seria inaceitável. Declarou ainda que resolveu não “perder tempo” estudando um livro que se contradiz e assim sendo, tornou-se ateu.

Conversamos. Parti do princípio de que ele não acreditava em Deus. Conversamos acerca da importância da Bíblia e de outros textos sagrados, sua relevância para o Ocidente, o contexto histórico da formação do texto bíblico, a dificuldade de interpretação do texto bíblico, o fundamentalismo, os discursos presentes na Bíblia e etc.

Em momento algum procurei “convertê-lo” ou “demonstrar a existência de Deus”. Não foi necessário. As dúvidas que o apoquentavam não precisavam de “fé” para explicação.

Após alguns minutos de conversa, ele declarou “...gostei”.

Não sei se o leitor concorda com o que eu fiz. Talvez os mais conservadores digam que eu deveria ter explicado as “4 leis espirituais”, mas eu pergunto (e faço muito isto por aqui), as dúvidas seriam sanadas com uma tentativa de evangelização? O que era mais importante? Conquistar a alma ou responder os desgostos da alma?

Ele pode apenas ter sido educado com a declaração final. Eu prefiro acreditar, por enquanto, que foi aprazível para ambos reescrever a frase inicial e poder dizer: “religião se discute sim!”.

domingo, 2 de agosto de 2009

027. Empresário divino?

Às vezes tento imaginar como os apóstolos, bispos e semi-deuses das igrejas atuais lêem a Bíblia.


Deve ser mais ou menos assim:

Fonte: Nóis na Tira.

026. A imprensa

Fiz alguns períodos de Comunicação Social e passei a achar que tudo era manipulação.

Depois de poucos períodos de Teologia, começo a ter certeza!

Mas, voltando à época boa, um ótimo texto de Altamiro Borges e da vergonhosa manipulação por parte da imprensa brasileira:

"...trabalhador é para trabalhar; estudante é para estudar; e a elite é para governar".

Para outro exemplo ainda mais gritante, confira Maurício Caleiro:

"No Brasil, o desinteresse foi ostensivo...".

Lembre-se: "A televisão disse, então é verdade!".

025. ...deslizando no céu entre brumas de mil megatons!!

Raios e trovões!!!


A natureza é impressionante.


Lembro da música "O Trem das 7" do Raul Seixas...



São 26 imagens!

sábado, 1 de agosto de 2009

024. Grandes atores

Gosto dos atores que não se envergonham do passado. Aqueles que fazem dramas, mas não esquecem do passado como comediantes.

Um dos atores que mais gosto é o Hugh Laurie, conhecido no Brasil pelo papel do Dr. House.

Lembrando seu passado comediante, uma ótima música:

Então é aqui?

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